quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Convite para o debate: a crise econômica e seus efeitos na vida do trabalhador


   O PSTU - São Gonçalo e Itaboraí/RJ convida para o debate "A crise econômica e seus efeitos na vida do trabalhador".

   Falta água, falta luz, o governo dificulta a licença médica, o acesso ao salário desemprego, corta investimentos, deixa a educação e a saúde sem recursos. E quem paga a conta são os trabalhadores.

   Quem são os responsáveis por isso? Os trabalhadores, que produzem a riqueza, ou os ricos, que usufruem dela?

   Venha debater conosco sobre a atual situação, quais seriam as soluções, e como preparar uma resposta da classe trabalhadora.

   ONDE? Rua Waldemar José Ribeiro, Lote 107, Casa 8, Alcântara (rua atrás do mercado Extra, subida ao lado da clínica Confia, 1ª ladeira à direita, 7º degrau).

   QUANDO? Dia 04/03, às 19 horas.

   Clique aqui para o evento no facebook.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Edson Pimentel: "Uma empresa estatal de obras públicas seria a melhor solução"



por Rodrigo Barrenechea,
da secretaria de comunicação do PSTU São Gonçalo

 Nos últimos meses, diversas empresas que prestam serviços à Petrobrás e ao governo tem aparecido em escândalos de corrupção. As investigações da Operação Lava-Jato já levaram à prisão de diretores e ex-diretores da estatal, assim como de diversos executivos das principais empreiteiras do país. Recentemente, o governo Dilma optou por substituir parte da diretoria da estatal, incluindo sua presidente, Graça Foster, por Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil, um nome ligado ao "mercado financeiro" (leia-se aos banqueiros e fundos de investimento) e sem conhecimento na área de energia.
Fotos: RB
 Conversamos com Edson Pimentel, operário metalúrgico e ex-candidato a deputado estadual nas últimas eleições de 2014, sobre a crise na estatal, especialmente no que toca ao Comperj, obra da Petrobrás na vizinha Itaboraí. Os reflexos dos problemas por lá já vem afetando toda a economia da região, em especial agravando os problemas da classe trabalhadora local.

P: A obra do Comperj vive uma crise. Por que isto tem ocorrido junto numa época de investigação da corrupção na Petrobrás?
Edson Pimentel: Porque as empresas que foram denunciadas, que boa parte de seus dirigentes foram presos, são justamente aquelas que estão construindo para a Petrobrás, no Comperj. E, em função disso, surgiu a denúncia de que as licitações no complexo foram fraudulentas e as empresas acabaram parando a produção, ou não tendo dinheiro para pagar seus trabalhadores. Assim, as empresas começaram a demitir sem poder pagar e os trabalhadores estão parando a obra para reaver seus direitos, que estão sendo negados neste momento.

P: Quer dizer que há uma relação direta entre corrupção e demissões?
EP: Sim. Há uma relação direta. Isso porque as empresas
envolvidas na corrupção estão tendo suas obras paralisadas no Comperj, ou porque precisam ser refeitos os contratos ou trocar as empreiteiras. Precisam se refazer, trocar os nomes, limpar e, assim, dar uma aparência de legalidade. E quem paga o pato são os trabalhadores, que estão ficando sem receber seus direitos e tendo que se mobilizar para tentar garantir na justiça as suas quitações.

P: Qual é a melhor solução para garantir os empregos na obra?
EP: Nós achamos que para garantir os empregos e os direitos dos trabalhadores, seria importante que a Petrobrás parasse de fazer essas licitações - que estão sendo denunciadas como fraudulentas - e construísse uma empresa da Petrobrás, uma empresa de construção, e contratasse diretamente os trabalhadores. Uma empresa estatal de obras públicas seria a melhor solução.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

PSTU São Gonçalo realiza debate sobre a questão palestina

por Rodrigo Barrenechea,
da secretaria de comunicação do PSTU São Gonçalo e Itaboraí

Na quinta passada (25), o PSTU São Gonçalo e Itaboraí realizou o debate "Pode haver paz na Palestina? A luta pela liberdade sob a opressão de Israel", com a participação de cerca de 20 pessoas. Os debatedores - Diogo de Oliveira, geógrafo, professor da rede estadual de educação, diretor do Sepe e militante do PSTU, e Patrícia Santiago, advogada, militante feminista e candidata a deputada estadual - falaram da atual situação da região, após o fim da ofensiva militar israelense, e no contexto da Terceira Intifada palestina.

A situação palestina e seu contexto histórico


Fotos: RB

Diogo iniciou o debate fazendo uma comparação entre a situação das escolas no Brasil - que, apesar de sucateadas, ainda estão sob o controle do Estado - e na Palestina, cuja administração, sob a Autoridade Nacional Palestina, não tem recursos para mantê-las. Nesse caso, cabe à ONU gerir tanto o sistema de educação quanto o de saúde tanto na Cisjordânia quanto em Gaza. Falando sobre os ataques perpetrados por Israel, em resposta a suposto ataques terroristas do Hamas, Diogo afirma que foi "um genocídio, porque atinge todo um povo, toda uma nacionalidade".

As raízes do conflito palestino-israelense remontam ao final do século XIX e início do XX, quando começa a ocupação da Palestina árabe por judeus, inicialmente de forma pacífica e por meio da compra de terras na região. O aumento da importância econômica do petróleo, entre as duas guerras mundiais, altera a situação da região, tornando-a importante estrategicamente. 
Após a II Guerra, a ONU vota uma resolução de partilha da região, dividindo-a em dois Estados: 51% das terras pertenceriam à Palestina, enquanto 48% ficariam com Israel. No entanto, em 1948 o Estado de Israel é proclamado e logo ocupa 57% da Palestina histórica. Após guerras como a dos 6 dias e do Sinai, esse índice chega a 80% da região, levando à fuga dos palestinos para vizinhos como Egito, Jordânia e Líbano. Esses refugiados formariam uma massa de refugiados, que se instalaram em campos extremamente precários.
Mapa mostra a progressiva ocupação da Palestina por Israel
Por outro lado, as ligações entre política e religião em Israel se intensificam, levando à criação de um Estado religioso, segregacionista e militarizado. Ainda segundo o professor Diogo, "vive-se por lá um regime análogo ao Apartheid sul-africano". A questão do conflito militar e a opressão israelense sobre o povo palestino traz uma questão importante para a esquerda mundial, que nos últimos anos tornou-se secundária: o internacionalismo. Para os palestinos, é fundamental que eles saibam que contam com o apoio dos trabalhadores de outros países.
Mas, ainda segundo o geógrafo, a esquerda vive uma intensa polêmica sobre o assunto, sobre a necessidade da destruição política de Israel e a instalação de um Estado único na região. Historicamente, as correntes que lutavam pela liberdade palestina, que se organizavam na Organização pela Libertação da Palestina (OLP), eram a favor de uma Palestina única, laica e democrática e pelo fim da existência de Israel. Contudo, a principal organização a defender tal política, o Fatah - de Yasser Arafat e Mahmoud Abbas -, cedeu em troca da administração de Gaza e Cisjordânia, quando da assinatura dos Acordos de Oslo, em 1993. Mesmo o Hamas - classificado como terrorista por Israel e pelos EUA -, diz que é pelo fim de Israel, mas na verdade abaixa a cabeça para o Fatah em troca do reconhecimento do seu governo em Gaza.
O povo dos territórios ocupados na Palestina, contudo, estão dando sua resposta. A terceira Intifada (em árabe, revolta) agora não apenas volta seus protestos contra o jugo israelense, mas também contra as direções tradicionais palestinas. Estas trocaram o poder que usufruem pelo esquecimento da Nakba (ou tragédia, como os palestinos chamam a fundação de Israel). Elas ainda lutam pela Palestina única, laica e democrática. Por outro lado, diversas correntes da esquerda no mundo também capitularam à existência de Israel, e acabam por concordar com a política dos dois Estados - originalmente proposta pelos EUA, com a concordância da URSS sob Stálin -, sem entender o caráter imperialista e agressivo do Estado de Israel e a necessidade de sua extinção e sua substituição de uma Palestina. A Liga Internacional dos Trabalhadores-Quarta Internacional (LIT-QI) - organização com a qual o PSTU simpatiza - considera que a classe trabalhadora, palestina, árabe e mundial - deve ser protagonista dessas lutas, e que somente uma revolução socialista pode assegurar por completo a realização desses objetivos.

Condição feminina e luta por liberdades na Palestina



A segunda debatedora, Patrícia Santiago, começou por fazer uma comparação entre a situação da mulher no Brasil e na Palestina. Ela salientou a mistificação que se faz sobre o machismo no mundo árabe, dizendo que "aqui o machismo também existe e mata tanto, se não mais, aqui do que lá". Para ela, é claro que existem diferenças culturais entre os dois povos, mas se aqui existe uma maior liberdade para as mulheres, por outra parte, a sociedade palestina tem uma maior preocupação pela proteção às mulheres, com as famílias sempre cuidando de viúvas e filhas.

Uma preocupação apontada sobre a questão da mulher é a opressão israelense, que relacionava maternidade e terrorismo, incentivando estupros e feminicídio como forma de controle político da luta palestina. Neste sentido, diversas manifestações de judeus ao redor do mundo, especialmente de mulheres judias, se levantaram contra essa abominação que é relacionar estupros, assassinato de mulheres e contenção de uma suposta "ameaça terrorista" palestina. Houve até mesmo ameaças e estupros contra essas mulheres que protestavam, por parte de grupos fundamentalistas israelenses.
O que se conclui aqui é que o estupro - condenado como crime de guerra pela legislação internacional - passou a ser uma arma, como uma forma de intimidação contra a luta pela liberdade palestina, através da desmoralização de um povo usando as mulheres como vítimas.
Outro aspecto da ocupação é a alteração no estilo de vida das mulheres nos territórios ocupados. "Primeiro, porque elas começaram a viver sob um estado de sítio, sob extrema repressão. Segundo, porque muitas delas ficaram viúvas e tiveram que ingressar no mercado de trabalho", afirma Patrícia. Porém, apenas 12% delas tem emprego formal, com a maioria das mulheres estando nas ocupações mais precarizadas. Ainda: 75% delas ganham menos que homens que realizam o mesmo trabalho. 

Outro dado levantado por Patrícia é que 40 a 50% das mulheres palestinas desenvolveu algum tipo de transtorno psicológico, devido ao medo dos ataques e à morte de familiares. Isso é importante pelo fato de que, apesar das diferenças culturais, esse dado é resultado da opressão israelense, o que torna a necessidade da extinção de Israel ainda mais importante.

Após a atividade, houve uma confraternização, com os presentes comentando as discussões da atividade e degustando um feijão amigo, preparado pelos militantes do partido.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Seminário de Programa reúne ativistas e discute soluções para a região


por Rodrigo Barrenechea, da Secretaria de Comunicação do
PSTU São Gonçalo e Itaboraí

  Foi realizado neste sábado, 12, o Seminário de Programa do PSTU São Gonçalo e Itaboraí, em sua sede, no bairro do Alcântara. A reunião teve o objetivo de discutir tanto a realidade de nossa região quanto criar propostas que possam ser levadas por nossos candidatos, tanto ao governo do estado quanto aos parlamentos - Assembleia Legislativa e Congresso Nacional. Estiveram presentes na atividade pouco mais de 20 pessoas, discutindo de gastos dos governos a soluções para a questão urbana, entre outros assuntos. Também estiveram
Os candidatos a governadora, DAYSE OLIVEIRA 16, e a deputado
estadual, EDSON PIMENTEL 16123, participam do seminário
Fotos: RB
presentes as candidatas ao governo Dayse Oliveira e Marília Macedo 16, e o candidato a deputado estadual Edson Pimentel, 16123.
  O Seminário começou discutindo o orçamento estadual. Os gastos do governo, segundo os estudos apresentados, mostram duas características: cerca de 25% é destinado ao pagamento de dívidas (especialmente a bancos), e os gastos somados da Segurança Pública e do Judiciário somam por volta 14%, mais do que os 12% gastos em Educação ou o 7% gastos em Saúde. Isso demonstra que o governo do PMDB tem mais compromisso com os grandes grupos financeiros e com tornar o Estado um aparato policial, do que em garantir a formação e a vida de seus habitantes. Além disso, chama a atenção as despesas em Cultura, Ciência e Tecnologia, e Esporte e Lazer, cuja soma não chega a 2% do orçamento, ou menos de R$ 1 bi aplicados por ano, num total de R$ 71 bi. Leve-se, ainda, em conta, que os gastos mostrados em geral não correspondem à realidade, tendo os governos liberdade em redistribuir verbas, normalmente desviadas às dívidas, à Segurança Pública ou a programas eleitoreiros.
  No assunto Segurança Pública, foi relatado que o Brasil é um dos países mais violentos do mundo, cuja taxa de homicídios chega cerca 25 mortos por cada 100 mil habitantes. Isso é quatro vezes maior que a média mundial e semelhante a países em situação de guerra. No estado do Rio, isso não é muito diferente. Macaé é apontada como um dos municípios mais violentos do país. Em nossa região, são inúmeros os casos de violência, mas o abuso de autoridade por parte das polícias é relevante. Execuções, prisões arbitrárias, incursões em comunidades sem o devido cuidado e muitas vezes sem mandado agravam o problema já existente da criminalidade. Esta, por sua vez, não se resume ao tráfico de drogas, já que é forte a presença de milícias por aqui.
  A principal política do governo para a questão é a ocupação militar de comunidades, especialmente através da instalação de UPP's. Por enquanto, estas ainda só existem no Rio, mas já se planeja criá-las na Baixada Fluminense e no Morro da Coruja, aqui em São Gonçalo. Nós pensamos que aumentar simplesmente a presença da PM, isto é, ocupar favelas, não é a melhor solução. Essa política de confronto gera mais vítimas que resultados e não resolve os problemas do tráfico e da criminalidade. Por isso, pensamos que, para combater o tráfico, torna-se necessária a legalização da produção e comércio de drogas, sob estrito controle do Estado. Por outro lado, é fundamental que os grandes financiadores do tráfico, os "barões da droga", sejam presos e seus bens, confiscados e revertidos para tratamento de dependentes.
  Mas essa polícia não serve. Ela precisa ser, em primeiro lugar, investigativa para ser eficiente. Para tanto, deve ser desmilitarizada. Além disso, deve estar sob controle da população e de seus próprios trabalhadores. Assim, deve ser permitida a sindicalização dos policiais, e delegados e juízes de 1ª instância devem ser eleitos pelo povo, com mandatos revogáveis a qualquer momento.

Educação, saúde e moradia: necessidades fundamentais


  No quesito Educação, duas questões foram ressaltadas. A falta de condições de trabalho dos educadores é ponto central dessa discussão. Por mais que os governos aleguem ter investido muito no setor, os gastos estão muito longe do necessário, e ainda faltam escolas, vagas, bibliotecas etc. Para valorizar os profissionais de educação, deve-se garantir o piso de 5 salários mínimos para professor de 16 horas e 3,5 salários para funcionários de 30 horas. Também é necessário assegurar que cada educador trabalhe em uma única escola
Professores, servidores públicos, operários, entre outras
categorias, estiveram presentes, levando suas contribuições
por matrícula, assim como limitar o número de alunos por sala, que é ainda exagerado. Além disso, precisamos romper com todos os contratos com fundações e organizações sociais, pois isso é uma forma dissimulada de se privatizar a educação pública. 
  Para colocar mais alunos na escola pública, é preciso gastar mais com escola e menos com pagamento de dívida com os bancos. Propomos que 10% do Produto Interno Bruto, da União, estados e municípios, sejam investidos. E não há como esperar 10 anos, como pensa o governo federal, por meio do Plano Nacional de Educação (PNE). Isso precisa ser feito o mais rápido possível.
  Na Saúde, a atual crise do Sistema Único de Saúde (SUS) passa pela privatização da gestão do sistema e pela precarização nas relações de trabalho entre os governos e os profissionais de saúde. Cada vez mais, a gestão de hospitais, clínicas e postos de saúde vem sendo entregue a entidades privadas, como as Organizações Sociais (OS's) e fundações privadas. No caso dos hospitais universitários, o governo faz isso por meio da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), ameaçando a autonomia das universidades e abrindo caminho para lucros, especialmente dos planos de saúde. Uma consequência disso é que os trabalhadores do setor vem sendo cada vez menos contratados por concurso. Isso diminui salários, aumenta a carga de trabalho e piora as condições para o desempenho profissional.
  Como propostas, pensamos em mais investimentos no setor, com ênfase na saúde básica e preventiva, aumento dos recursos no SUS - com 10% do PIB. Para evitar o excesso de medidas judiciais como garantia de atendimento, só com um maior gasto em saúde pública. Torna-se necessária uma melhoria imediata nas condições de trabalho, garantindo-se o concurso público como via de acesso e o regime estatutário como norma, associado a uma valorização dos planos de cargos e salários das categorias. Também é importante integrar as ações de saúde com o investimento em saneamento e educação. A saúde da mulher, assim como dos LGBT, deve ser ponto importante nos investimentos.
  A questão urbana foi dividida em 3 partes: moradia, saneamento e meio-ambiente. Porém, precede uma discussão importante. Nos últimos 20 anos, ao mesmo tempo que o estado do Rio vem passando por um importante crescimento econômico, especialmente na área do Petróleo e na prestação de serviços, o Estado vem passando por um desmonte, com importantes agências de desenvolvimento regional sendo fechadas ou privatizadas.
  A construção de moradias passou a ser quase exclusividade do governo federal, por meio do Programa Minha Casa Minha Vida, que não atende à população mais pobre. O saneamento, assim como a distribuição de água, passou por processos de privatização direta, como no caso da Prolagos ou da Águas de Niterói, ou na gestão, como na Cedae. Já na questão ambiental, o papel regulador do estado diminuiu muito, com a extinção da Superintendência de Rios e Lagoas (SERLA), do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e da Fundação Estadual de Engenharia do Meio-Ambiente (Feema). Essas repartições foram reunidas no Instituto Estadual do Ambiente (Inea), cuja ação é muito mais limitada e mais comprometida com os interesses dos mais ricos. Cada vez mais o Estado se compromete com a vontade dos grandes grupos econômicos e, ao não respeitar o interesse dos trabalhadores, compromete não apenas sua qualidade de vida, mas destrói a terra em que vivemos.

As opressões e a liberdade de pensamento e expressão


  As opressões que a classe trabalhadora sofre, machismo, racismo, homofobia/lesbofobia/transfobia, não apenas tem um efeito direto sobre a vida das pessoas,
A candidata a vice-governadora pelo PSTU, Marília
Macedo, fala da questão das opressões a gays, lésbicas,
bissexuais e transgêneros.
uma marca de violência e preconceito, mas tem um importante papel econômico. As opressões tanto justificam uma maior exploração de mulheres, negros e gays quanto dividem nossa classe. Elas enfraquecem nossa luta. Se é verdade que o preconceito, na história, precede o capitalismo, também é fato que este se utiliza da opressão como forma de explorar ainda mais os trabalhadores.

  Isso tem dois efeitos. Um é a mercantilização das lutas anti-opressão, como as Paradas Gays - convertidas em Carnavais fora-de-época -, que partem de uma visão ao nosso ver equivocada. Muitos pensam que deve-se separar a luta contra o machismo, por exemplo, da luta contra a exploração. Mais ainda, que podemos juntar todos na luta contra as opressões, ricos e pobres. Isso é errado porque tira de foco a função econômica das opressões, de intensificar a exploração. Na verdade, só é possível extinguir as opressões se derrotarmos o capitalismo.
  O outro efeito é a perpetuação da violência em nossa sociedade, tornando-a justificável. A mesma lógica que impede a defesa das mulheres da violência doméstica justifica a homofobia, a agressão a gays. Dito de outra forma, se um casal heterossexual briga em público, ninguém se mete, mas se o casal é gay, aí um escândalo se justifica. Essa "lógica" tortuosa justifica a violência contra mulheres, negros e gays. Por sua vez, os governos, apesar de muito prometerem, pouco fizeram. De 6 mil creches prometidas pelo governo federal, apenas 39 saíram do papel, e apenas R$0,26 são investidos por mulher na luta contra a violência. A Lei Maria da Penha ainda precisa de muito para sair do papel.
  A igualdade de salários para funções semelhantes é o primeiro ponto. Combater o trabalho precário - onde a maioria de empregados é de mulheres, negros e gays - e a violência contra as comunidades pobre tem fundamental importância. Além disso, precisamos avançar na política de cotas, como em concursos públicos, e garantir condições para o trabalho, como creches, restaurantes e lavanderias públicas, entre outras medidas. Mas uma medida é mais urgente: a completa desmilitarização da polícia, responsável por morte, violência e arbitrariedades.
  Assim como em várias áreas da sociedade, o assunto “meios de comunicação” está permeado pelo caráter capitalista e desigual de nossa sociedade, onde os mais ricos detêm não apenas os meios de produção de informação, mas estes são extremamente monopolizados. No país, poucos e grandes grupos econômicos controlam os grandes jornais, TV’s e rádios; na região que vai de Niterói a Itaboraí, o mesmo ocorre, e a relação de íntima colaboração entre os grandes partidos e a imprensa – visível no plano nacional – se repete aqui, com políticos controlando jornais e rádios.
  Dessa forma, tanto a classe trabalhadora quanto seus representantes – sindicatos, partidos e movimentos sociais – têm imensa dificuldade em conseguir expressar suas opiniões, seja pelo boicote dos principais veículos, seja pela falta de recursos em montar seus próprios meios de comunicação. Mas ainda existe um aspecto importante nesta discussão: a suposta liberdade de imprensa, comunicação e expressão. Formalmente, nos marcos desta democracia dos ricos, existe tal liberdade, e os grandes meios de imprensa alega defendê-la. Contudo, ela é somente para os mais ricos, e claramente defende as posições dos poderosos, especialmente quando se trata de desqualificar e criminalizar a palavra dos pobres, da classe trabalhadora e dos movimentos. Se devemos defender a máxima liberdade de expressão, esta deve ser real, e, portanto, ultrapassar os limites impostos pelos grandes capitalistas.
Para isso, o PSTU tem algumas propostas sobre o assunto:
Defesa da liberdade de expressão e pensamento: isso se aplica especialmente aos profissionais de imprensa, perseguidos pelas suas chefias ao tentar furar o bloqueio editorial imposto pelos mais ricos. Precisamos proteger jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas, tanto do assédio moral, quanto da criminalização, por parte do Estado;
Laicização da mídia: em especial na nossa região, diversos órgãos de imprensa, especialmente rádios comunitárias, são controladas por diversas religiões e Igrejas. Nesse sentido, propomos que existam mecanismos de controle social local da programação e produção de conteúdo, para que os veículos possam cumprir seu papel de discussão e não acabem servindo aos interesses de uns poucos, que acabam se utilizando dos representantes das Igrejas como “testas-de-ferro”;
Proibição da propriedade cruzada: um dos principais problemas da atualidade é a extrema concentração dos meios de comunicação nas mãos de poucos. Uma forma de minimizar isso e tentar romper o bloqueio de mercado imposto pelo grande capital é proibir que um mesmo grupo econômico tenha mais de um meio de comunicação;
Instalação de meios públicos de comunicação: a ideia de se ter uma mídia pública não é nova. Para isso, propomos duas iniciativas: garantia, por parte dos diferentes níveis de governo, da instalação do Canal da Cidadania; e implementar equipamentos públicos para a produção de conteúdo, como gráficas e estúdios de TV e rádio, públicos e acessíveis aos movimentos sociais.
Financiamento: para que isso ocorra, propomos que haja o investimento obrigatório de 1% do PIB de cada esfera de governo, com a criação de um “sistema público de comunicação”, colaborativo (nos moldes do SUS) e sob controle social pela classe trabalhadora, pelos profissionais de imprensa e pelos movimentos sociais e populares. Limitação das verbas institucionais de comunicação;
Aumento do controle sobre o conteúdo da mídia: existem problemas na auto-regulamentação do que passa nas TV’s e rádios. Torna-se necessário um maior controle, que não pode passar pelos grandes grupos econômicos, representados pelos anunciantes e pelo CONAR.
Aplicação da política de cotas aos conteúdos produzidos pelos meios de comunicação: o conteúdo de TV e rádio é ainda muito racista, machista e homofóbico. Propomos cotas na produção de conteúdos e na cobertura jornalística.

  Por fim, foram aprovadas duas moções: uma contra o massacre palestino por parte do Estado de Israel, que já matou quase 200 pessoas, e outra contra a criminalização dos protestos. Mais de 60 mandados de prisão e apreensão foram expedidos, com 19 detenções de adultos e duas apreensões de adolescentes. As duas arbitrariedades se dão com a concordância do governo Dilma. Por isso, o Seminário de Programa do PSTU São Gonçalo e Itaboraí resolveu:
 1. Fim imediato dos bombardeios contra Gaza e a Cisjordânia. Que o governo rompa relações diplomáticas com Israel e desfaça todos os convênios com empresas israelenses!
  2. Lutar não é crime! Extinção de todos os processos contra os ativistas, assim como arquivamentos de todos os inquéritos. Investigação profunda dos abusos policiais em manifestações!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Dayse Oliveira (PSTU) inicia campanha em bairros operários do Rio

A candidata ao governo do estado estava acompanhada do candidato a presidente da república Zé Maria
Da redação,
Este domingo (6) foi o primeiro dia para os candidatos na eleição 2014 apresentarem oficialmente as candidaturas. O PSTU escolheu localidades com grande concentração de trabalhadores para iniciar a disputa eleitoral. No Rio de Janeiro, além da candidata a governadora Dayse Oliveira e da vice Marília Macedo; do candidato a senador Heitor Fernandes e de Cyro Garcia, candidato a deputado federal; as atividades contaram com a presença do candidato a presidente da República, Zé Maria. 
Candidatos fazem caminhada 
pela feira de Alcântara-SG
A campanha iniciou cedo, às 9h, na Feira de Alcântara, na cidade de São Gonçalo, residência de Dayse e de grande parte dos operários do Comperj, um dos maiores pólos petroquímicos do país, onde foram protagonizadas greves e mobilizações operárias. 
Nós escolhemos estar ao lado dos operários desde o início de nossa campanha. Nosso partido está a serviço da luta dos trabalhadores, que constroem as riquezas do país, mas não vêem mudança em suas vidas”, afirmou Zé Maria. O candidato apoiou desde o início as mobilizações do Comperj, assim como fez com a luta dos operários das obras da Copa, da construção civil, dos garis, metroviários, educadores e demais categorias. 
À tarde, os candidatos do PSTU fizeram uma caminhada pelo bairro da Maré, ao lado de militantes e apoiadores do partido. “Conversamos com a população e percebemos a insatisfação com os governantes. A opressão sofrida pela população negra, moradora das favelas ficou escancarada pelos casos de Amarildo, Claudia e Douglas. As UPPs e a política de segurança dos governos federal e estadual não mudaram, mas aprofundaram essa realidade. Estamos ao lado dos moradores das comunidades, contra a criminalização da pobreza”, esclareceu Dayse Oliveira. 
Além dos postulantes às vagas majoritárias, os candidatos a deputados estaduais do Rio de Janeiro também marcaram presença na atividade. Todos trabalhadores. Entre eles, petroleiros, trabalhadores dos Correios, profissionais da educação e operários. 
Nesta segunda-feira (7), o PSTU fará sua segunda atividade de campanha, mais uma vez ao lado dos trabalhadores. Farão uma panfletagem às 6h, nos estaleiros navais do bairro do Caju. 
Veja as imagens:
Veja vídeo da atividade

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Comperj para novamente contra demissão de 2.500 operários e falta de pagamento de direitos



CSP-Conlutas

Os operários do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) pararam o canteiro de obra nesta terça-feira (6) novamente. Os trabalhadores são contra a demissão de mais de 2.500 funcionários dos Consórcios Jaragua e JeTAN, com agravante de não pagamento de direitos trabalhistas desses operários.   De acordo com uma das lideranças do Acorda Peão (movimento que surgiu da base e é independente do sindicato) cujo nome será preservado, a greve de hoje foi definida pelos trabalhadores e sem o apoio do Sinticom de Itaboraí e região.

“Os trabalhadores pediram o nosso apoio. A gente procurou o sindicato que nada fez até o momento”, relata.   O operário denuncia que há pelo menos dois anos as empreiteiras atuam de maneira arbitrária no canteiro do Comperj, com demissões em massa e o não cumprimento de direitos trabalhistas.   Após a greve, o sindicato procurou os trabalhadores para realização de uma reunião hoje à tarde com os funcionários da Jaragua e JeTAN.   Caso não haja avanço nas negociações, “amanhã vamos parar novamente até que os direitos dos trabalhadores sejam pagos”, alerta o operário.

Greves radicalizadas

No início do ano, os trabalhadores realizaram greves marcadas pela revolta contra a onda de ataques aos seus direitos.  Em uma dessas paralisações, dois trabalhadores foram baleados, em outra, o ‘caveirão’ foi acionado para reprimir os operários. “A revolta dos trabalhadores é de quem está no sol de mais de 50 graus, em condições insalubres. A gente vai continuar lutando. Enquanto os funcionários do Comperj estiverem sofrendo injustiças, nós vamos continuar parando os canteiros”, frisa o operário.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Dayse: "Educação não rima com ditadura" - 28/04/2014

Dayse Oliveira, presidente do PSTU São Gonçalo, fala da greve da rede municipal de educação e da violência contra a população pobre, negra e explorada.