PSTU São Gonçalo
Nesta terça (19), cerca de 300 pessoas entre
estudantes, professores e funcionários técnico-administrativos da UERJ-FFP, em
São Gonçalo, realizaram um ato em resposta ao avanço da precarização da
Universidade. A UERJ de São Gonçalo, localizada no bairro do Paraíso, foi
concebida para ser um polo de excelência na formação de professores. No
entanto, as condições são muito deficitárias: as bolsas estudantis atrasam
frequentemente, faltam professores para várias matérias, não existe restaurante
universitário (bandejão) para alimentação dos alunos e funcionários e a
acessibilidade para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção é
péssima.
Mas a situação alcançou um limite
insuportável pelo atraso de mais de dois meses dos salários dos funcionários
terceirizados que prestam serviços de limpeza e segurança patrimonial para
UERJ. Ontem, a comunidade universitária da FFP se reuniu no hall do prédio e
ocupou a Rua Francisco Portela, que dá acesso ao polo universitário, dialogando
com a população e bradando palavras de ordem como: “Se o Pezão não me pagar, a
UERJ vai parar!”, “Pezão, queria que você investisse em educação e esquecesse a
UPP”, “A nossa luta unificou, é estudante junto com trabalhador”.
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Manifestação na UERJ Maracanã paralisa os elevadores do Campus |
E não é só na FFP. A revolta toma conta da
comunidade universitária também no campus do Maracanã, onde ocorreu um ato dia
13 em apoio aos terceirizados, há 2 meses sem salário. A UFRJ teve as
atividades suspensas em várias unidades por causa da greve dos terceirizados,
também com seus salários em atraso.
É sintomático que no mesmo momento em que se
debate no Congresso Nacional a aprovação da PL 4330 (que regulamenta a
terceirização), estejamos vendo os problemas da terceirização na prática. Os
mesmos governos Estadual e Federal que atrasam salários dos terceirizados e
cortam verbas da educação, colocando as Universidades no caminho da ruína, não
se envergonham de gastar bilhões nas obras Olímpicas, enchendo o bolso dos
bancos e empreiteiras. Por isso, chamamos a todos a construir uma grande
resistência a esses planos de ajuste fiscal que os governos estão aplicando
para jogar o ônus da crise econômica nas costas dos trabalhadores. Precisamos
unir todas as lutas que estão em curso no Dia Nacional de Paralisação e
Manifestações!
Dia 29 de Maio é Dia
Nacional de Paralisação e Manifestações:
- Pelo pagamento
imediato dos terceirizados!
- Contra as MPs 664 e
665 e a PL 4330!
- Basta de Dilma, PT,
PMDB, PSDB e desse Congresso!
Sobre as MP’s 664 e 665 e a PL 4330 leia mais em:
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